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Vencedores dos Passatempos DVD “Os Jogos da Fome”

No decorrer desta semana em que o Panem World comemorou a 1ª Semana Internacional d’Os Jogos da Fome, e também comemorando o lançamento nacional do DVD do filme, oferecemos aqui, no Hunger Games Portugal, em conjunto com a distribuidora nacional do filme, a Pris Audiovisuais, um total de 10 exemplares de DVDs de ‘Os Jogos da Fome’!

Terminadas todas as festividades, eis que chega a altura de proceder à Ceifa, revelando o nome de todos os Vencedores (mesmo os do Passatempo 1 que foram sendo divulgados durante a semana)!

NOTA: Antes de os revelarmos, pedimos a todos os vencedores que nos enviem um e-mail para staff@hungergamesportugal.com com os vossos dados pessoais (nome completo + morada completa) para o envio do vosso prémio :D [quem já enviou não precisa enviar de novo!]

Vencedores do Passatempo 1 – 7 DVDs Edição Normal

Tatiana Morais

Carla Pereira

Luís Alves

Tatiana Rute

Daniel Rodrigues

Sara Ferreira

Inês Oliveira

 Vencedores do Passatempo 2 – DVD Edição Especial + 2 DVDs Edição Prestige

 DVD Edição Especial com Colar do Mimo-Gaio (Passatempo exclusivo Hunger Games Portugal)

 Bruna Lima

Desde que soube que poderia ter de enfrentar jovens como eu dentro de uma arena que me senti obrigada a crescer. Não fui obrigada, senti-me obrigada por mim e pela minha família. Os ‘Jogos da Fome’ molestavam toda a minha família mas sobretudo a mim porque sentia como se fosse uma antecipação à minha morte. Toda a gente diz que os ‘Jogos da Fome’ não são ganhos por raparigas como eu, por ser necessária uma força acima do normal, uma rapidez fulminante e uma capacidade de concentração transcendente. E eu sempre me interpelava – irei eu apenas aceitar que decidam a minha morte? Não me conformava com tal e, sabendo que não encaixava nos parâmetros ideais, comecei a desenvolver aptidões com as quais nunca antes me tinha preocupado. Arco e flecha para caçar, desenvolver os músculos de modo a conseguir trepar e ultrapassar todos os obstáculos que me seriam impostos no caminho, melhorar a minha rapidez e a minha concentração. Mas isto é o que todos os tributos iriam ter preparado. Eu quis ser diferente e quis procurar o melhor em mim: a minha inteligência e o meu fascínio pela estratégia. Para mim não ganha quem tem só força e rapidez, mas sim quem tem bem delineada a sua estratégia e o modo que vai proceder quando ouvir o soar da campainha. Hoje completo o meu décimo sétimo aniversário e penso na minha estratégia há cinco anos. Acho que pouca gente se pode gabar de uma estratégia assim delineada há anos. Ela consiste em usar as minhas aptidões aplicadas à minha inteligência. Enquanto a maior parte dos tributos se dirigirá em busca das armas e mantimentos, eu opto por correr em busca de um ponto alto com boa visibilidade (para controlar todos os tributos) e de água porque isso é um dos pontos fulcrais do meu plano. Depois é tentar retirar dos tributos que morrem mantimentos e armas para assim conseguir sobreviver. Outro grande ponto é ser eu própria, ou seja, transmitir a minha energia e o meu carisma porque é disto que os patrocinadores gostam e só assim conseguirei chegar mais longe com mais facilidade. Evitarei conflitos diretos pois não me sinto capaz. Não é capaz de os ganhar porque confio na minha capacidade, mas sim de os matar. Não quero ser aquilo que não sou e fugir aos meus princípios. Só o farei em último caso. Não quero fazer alianças nem sequer pensar em amizades, vou lá é para ganhar, pois ter que matar ou ver morrer um colega seria doloroso e seria o pior som que aquela campainha poderia transmitir. Como está aqui demonstrado não tenho dúvidas quanto ao que fazer caso seja obrigada a ir. Não irei fugir nem me acobardar pois sobreviver é a tarefa número um no meu distrito. Daqui a dois dias saberemos todos o nome dos dois tributos a ir enfrentar a sua morte. Se tenho medo? Tenho, mas sei que não vou estar sozinha e que vou sair de lá a ganhar. Depois de cinco anos de suor e trabalho? Venha o sorteio e os ‘Jogos da Fome’, nada me derrotará! Caso isto falhe, arranjarei o plano B e o C. Vou lutar até ao fim!

P.S.: Agora que acabei de escrever esta página de diário e caso eu tenha sido a sorteada e não tenha voltado, espero que estejam a ler isto. Honrei o meu distrito e lutei como se fosse o meu último dia, pois nunca soube se esse dia realmente o seria!

2 DVD Edição Prestige

Filipa Lobato

Passam três dias desde que cheguei ao Capitólio. O meu nome foi retirado na ceifa e vejo-me na complicada situação de representar o meu distrito nos chamados “Jogos da Fome”.

Agora, deitada na cama do luxuoso apartamento onde nos colocaram, a mim e ao meu parceiro, apercebo-me do que está para acontecer e não consigo evitar que a minha respiração se torne ofegante. É como pensar que estou a ir em direcção à morte. No entanto, tenho de lutar com todas as minhas forças, tenho de delinear um plano. Algo que possa seguir, uma estratégia.

Analiso, mentalmente, todos os aspectos, tanto em meu favor como contra mim. Sou baixa e magra. Isso significa que não tenho muita força mas que facilmente me escondo. Tenho velocidade e resistência aceitáveis, todavia não tenciono confiar somente nas minhas capacidades físicas, pois nunca se sabe quando podem falhar. Sou uma pessoa muito dependente de água e dificilmente passo sem ela. Óptimo. Decido que encontrei um dos principais pontos da minha estratégia: encontrar água mal me afaste da Cornucópia. Possuo uma boa capacidade mental e consigo tomar decisões eficazes, embora tenda a bloquear quando confrontada com situações muito mais fáceis, do quotidiano, como tal, acho que não tenho de me preocupar. Nada será fácil.

Nós, tributos, nunca temos ideia de como será a arena. Tanto pode ser um bonito paraíso tropical, onde tudo é maravilhoso e venenoso, uma selva, um bosque, ou um sítio onde a água abunda mas não é potável e serve apenas para beneficiar o melhor nadador. Não sei, portanto, pelo que devo esperar. Resolvo fazer uma pesquisa geral sobre plantas e animais venenosos, pois temo que possa ser enganada facilmente pelo bom aspecto de qualquer coisa que me possa satisfazer a fome ou a sede. Sendo assim, tenho o segundo ponto da minha estratégia. Adiciono a estes dois pontos: fugir do banho de sangue da Cornucópia mal a prova comece. Dispenso morrer nos primeiros segundos de jogo.

Quanto aos meus adversários, não tenho tido muito tempo para os analisar. O meu companheiro de distrito não me parece ser dos que aguente muito tempo. Nunca simpatizei com ele, lá na nossa terra, pelo que não desejo juntar-me a ele. Aliás, eu não tenciono tornar-me amiga ou aliada de ninguém. Sei que isso só me traria problemas, pois ver-me-ia obrigada a matar alguém de quem me tinha tornado parceira e, isso era trair uma vida que me ajudara. Sinto-me mais satisfeita. Sei que vou preparada para a arena. Se conseguir cumprir todos os meus objectivos e todos os pontos do plano, posso muito bem ser coroada. Mas tenho de ter calma, ser rápida e astuta. Tudo depende dos pequenos passos que damos. A nossa vida está nas nossas mãos e ameaça fugir-nos por entre os dedos. Portanto, e, mais do que nunca, temos de lutar por ela. Com todas as nossas forças.

 Érica Filipa Pereira

Estratégia. Sobrevivência. É algo com que alguém tão novo nunca ousaria preocupar-se hoje em dia. No entanto, os tributos têm de ter em mente que todos os anos, todas as Ceifas são apenas mais uma roleta russa para com as vidas deles. Eu, como tributo, agiria de maneira a ser indiferente. Usaria algo como nós ou trepar uma árvore para não impressionar aqueles que definiriam o meu destino. Esperaria, portanto, uma pontuação entre os cinco e os sete, não muito alta, não muito baixa, o suficiente para me ‘esconder’ no meio de vinte e quatro adolescentes cegos pela possível vitória. Assim que o jogo começasse, fugiria para longe da cornucópia. Não sei bem qual seria a minha arena mas, se parecida com a arena dos septuagésimo quartos Jogos da Fome, procuraria encontrar armas em rochas e paus frágeis o suficiente para serem moldados mas não o suficiente para partirem. Criando uma pequena e desajeitada lança de um ramo caído poderia caçar. Criaria armadilhas simples mas eficazes tanto para comer como para, com sorte, enganar algum tributo ignorante. Claro, não poderia esquecer a água. É um bem essencial que nem mesmo da suculenta carne mal cozinhada de esquilos e coelhos poderia retirar. Quando restássemos poucos, a estratégia seria a mesma que a de todos os outros. Procurar ficar escondido o maior tempo possível. Andaria as voltas pela arena ate que alguém me encontrasse e eu, sem mochila ou qualquer outro adereço requintado deixado pelo Capitólio, pareceria um alvo fácil. A despreocupação e certeza do meu oponente dar-me-ia vantagem e, possivelmente, a vitoria da pequena luta. No final, quando fosse entre mim e o tributo restante, não podia reger-me por essas regras. Se estava ali, não iria subestimar as minhas capacidades e, por isso, iria ponderar qualquer ataque. E eu, infelizmente, iria apenas cingir-me as minhas capacidades físicas, saúde e melhor alimentação possível na arena para o atacar com as minhas próprias mãos. Confio em mim. Na minha força. Na minha vontade. Sei que, se alguma vez chegasse até ao fim, não iria contentar-me com a derrota. Ganharia os Jogos da Fome. Sem dúvida. Voltaria para casa.

Parabéns e muito obrigado a todos os Tributos que participaram connosco nestas festividades!



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